MINISTRO PARLO

MINISTRO PARLO

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010


LEI DO ADJUNTO


Vale do Amanhecer, 17 de Maio de 1978

Salve Deus!

Meu Filho Jaguar:

Deus criando os espíritos, não pôde lhes dar uma personalidade conscienciosa de si mesmo, se não subdividisse sua força, seu plexo. A alma no seu invólucro, buscando separadamente dos instintos do corpo, se alimenta do clima atmosférico sólido de outra natureza. Meu filho, a alma dificilmente se realiza com os prazeres da Terra, ou melhor, com os prazeres do plexo-físico. Tudo esta perfeitamente claro, como é claro o que chamamos de “Morte”, é um nascimento em outra vida nova, eis porque a alma permanece buscando sua verdadeira moradia ou sua verdadeira origem, enquanto o corpo físico, sua tendência é libertar seu comportamento religioso. Filhos!.. jovens Adjuntos Koatay 108: Adjunto é um governo. Ele governa pelo amor e pela justiça, dando-se a cada um segundo as suas obras. Se o Adjunto irradia amor, ele entra no primeiro ciclo, se ele emite seu desequilíbrio, se afasta do ciclo.

Meu Filho, assim há três graus de hierarquia, como há três portas no Templo. Sim, meu filho Adjunto Koatay 108: Há três graus de hierarquia, como há três portas no Templo, há três raios de luz, há três forças da natureza. Estas forças são governadas pela justiça e pela ordem, dando-se a cada um segundo as suas obras. O Templo é a realização da verdade e da razão sobre a Terra, por ele o homem domina a ciência e pela sabedoria emana seus conhecimentos. O seu padrão, meu querido Adjunto, é o princípio e o fim de sua obra, de sua missão. Entenda filho, que havendo à sua frente três hierarquias, três raios de forças desiguais e que você só manipula pelo seu sábio comportamento, isto é, as forças vêm ou chegam cruas para serem preparadas e distintamente manipuladas. Vou explicar mais uma vez: O Templo é a realização, é a figura da verdade e da razão sobre a Terra, nele, constantemente reina um desagregar de forças cristãs de justiça e de “Nekaum” (vingança) fazendo o seu “Alaruê”, o que quer dizer, espírito vingativo fazendo algazarra. Eis porque digo filho, que o seu padrão vibratório é sua sentença. É difícil filho, mesmo dentro do nosso sacerdócio, cumprindo nossa lei, ficarmos em paz ou arriar os punhos que envergam nossas armas, porque cada paciente tem sua força ou chega em desordem para ser coordenada por você, todos vêm com seus Alaruês, testando sua força ou seu equilíbrio. Alaruê, conhecido pelos meus olhos de Clarividente, é uma enorme falange de espíritos que nos testa a toda hora nas nossas vidas, nos nossos caminhos. Espíritos desclassificados, sem maldade, que só fazem discórdia, ciúmes, inveja, muitas vezes trazem alegrias. Porém, nossa missão com eles na Corrente Indiana do Espaço é desperta-los para Deus. Uma mesa ou trabalho que tenha prece em voz alta afasta milhões deles, encaminhando, é claro, para os planos espirituais. Não gostam de loucos ou pessoas desequilibradas, aliás, eles nos desequilibram e se afastam. Não há rancor, e sim tristeza.. irrealizações, frustração nesta linha...Filho, na lei de Auxílio, quando não conhecemos as ciências ocultas, por estarmos na linha da caridade, achamos que nada nos acontece. Nem tanto filho! Juramos uma ciência e nada acontece sem uma razão. A ciência é indispensável no seu caso, meu filho Adjunto, porém, para melhor me esclarecer, há ciência na vida fora da matéria. Filhos, é bem mais fácil sentar-se, relaxar-se, regozijar das nossas boas ações sem sentirmos um mundo a nos aplaudir, porém, quando ficamos a remoer nossas faltas, nossas injustiças, veja caímos em total desajuste. Em tudo provamos que as nossas virtudes prevalecem aos nossos desajustes. Não é muito difícil mantermos em linha, desde que saibamos que podemos morrer em dois planos.

Meu filho Adjunto Koatay 108, no Templo curando todas as moléstias, evitamos muitas vezes a morte e chegamos à velhice, porém, perpetuados pela lembrança da identidade pessoal, sem poder matar as transformações de uma existência, somos acrisolados na ciência do movimento perpetuo que é a ciência da vida. Filho, tudo se renova e se opera pelo equilíbrio da mente. O acrisola mento de um espírito além da vida física, é tão terrível como as enfermidades do corpo.

Meu filho Adjunto Koatay 108, sem pretensão meu filho, de lhe fazer um Monge ou Robô místico, vou lhe descrever as pequenas obrigações de um ativo Adjunto: a) Tornar-se um perfeito cavalheiro e dar o devido respeito aos outros. b) Não passar simplesmente de um religioso, acomodando-se nas maravilhas do misticismo. c) Aprender a ser tolerante, mesmo diante das provocações dos seus cobradores. d) Seguir os princípios do Santo Evangelho e suas revelações, fixando-se nas comunicações reveladas. e) Não causar ansiedade para os outros pelas ações do seu corpo, pelos pensamentos de sua mente ou por suas palavras. f) Não se apegar a nada que te faz sofrer. g) Procure assumir seu compromisso de família com amor, mesmo a distancia dos mesmos, ou quando por incompatibilidade se afastar da esposa e filhos. h) É preciso discernir entre o que é importante e o que não é ser firme como uma rocha quando à tua frente tiver que decidir entre o bem e o mal. Esforça-te por averiguar o que vale a pena ser feito, não uses em vão as tuas armas. i) Não entregue sua alma à fatalidade que é a verdade infernal, possessões de fatalidades das almas enfraquecidas, sem fé em Deus. Estamos com duas espadas, onde podemos nos defender. Filho, o segredo das ciências ocultas é o da natureza mesmo, é o segredo da geração dos Grandes Iniciados e dos mundos de Deus. Os Grandes Talismãs da vida, a substância criada é chamada atividade geradora. A manipulação do “Fogo” na mirra, Sal e Perfume. j) Evite a disciplina relacionada com os outros, lembra-te sempre que, enquanto tiver um corpo material, tens que enfrentar as forças do teu Plexo-Físico, nascimento, velhice, doenças e morte. Não devemos apagar nada além das nossas necessidades físicas. k) E para melhor servir na tua hierarquia, crie uma personalidade em frente às três portas da vida iniciática. Sem ironia, e com distinção dos que respeita, amando. l) Junto a esta lei te darei a história de minha vida, do meu sacerdócio, onde poderás entender e seguir. É só o que posso te dar filho, por enquanto.

Eu, tua Mãe Clarividente, na voz de Koatay 108.

Em Cristo.

Tia Neiva.


2ª CARTA À CORPORAÇÃO DE MESTRES ADJUNTOS

Salve Deus, meu filho!
Quero deixar bem esclarecida a vida além do mundo físico.

Fui levada por Humahan, há muitos anos, a prestar contas de um quadro de uma enorme família que chegava da Terra. Interessante aquele grupo que viera por um desencarne em massa. Todos se organizaram, chegaram ricos e compraram suas mansões.

Perguntei a Humahan:

- Onde conseguiram dinheiro?

- Conseguiram na luz de seus bônus.

- O que fizeram para ganhar bônus?

- Fizeram amigos na Lei do Auxílio. Respeitosamente tiveram suas consagrações ou sacramentos e com respeito e amor ajudaram os outros. Tiveram tolerância com seus vizinhos e demais comportamentos que não fazem sofrer os outros.

Sim, é fundamental a tolerância para os que estão em julgo. Precisamos, filho, ter muita paciência com os demais. Dessa paciência é que vem o amor. O amor incondicional.

Veja, filho: Quando não temos um filho não sabemos o valor, a importância do amor incondicional. Cresce dentro da gente uma vontade muito grande de proteção. E Deus faz com que nossos filhos sejam nossas vítimas do passado. Mesmo porque o “homem pai” amolece o seu coração no desejo de proteger. Pai na totalidade. O homem ainda tem o seu coração muito duro.

- Sim, deixa pra lá - dizia Humahan - Vamos ao sentido dessa mensagem. A grande família estava no Canal Vermelho e caminhava em sua missão. Enquanto isso, cada dia chegava um atrasado e ficava ali até chegar na sua origem colonizada.

- Porque tudo isso?

E Humahan me respondeu:

- Porque os espíritos só vão para a origem colonizada quando chega o último e que não tem inimigo em seu povo.

Sim, me lembro de algo que Humahan preparou para mim: naquele dia ia para o sono cultural um jovem que deixara na Terra uma complicada cobrança, uma jovem mulher empenhada em dívidas. Agora, ele teria que voltar a Terra e nascer no lar de sua enteada. Era o quadro que eu via. E Humahan me explicou:

- A moça já está grávida, agora veremos se dá tempo. Seu sono, sua cultura foram muito tristes. Ele teria que voltar quando tivesse sete anos. Se tudo corresse bem, poderia voltar até os setenta ou oitenta anos.

- Por que a enteada?

- Porque o jovem se apaixonou por ela, fez dívidas e, estragando sua vida, deixou também a mulher “naquela situação”.

- Mas que culpa teria a moça de perder seu filho, que é uma dor tão grande?

- É que ela alimentava a paixão de seu padrasto, perdendo o sentimento de mãe, não havia respeito. Já se passaram cinqüenta anos, mais ou menos, e Deus não tem pressa. Eles estão chorando porque aqui sofrem mais e são mais conscientes.

- Mas não é esta família que estava na Terra?

- Não. Amaro, que é este jovem, já estava endividado com Susana. É a segunda vez que ele volta. Seu pecado é o de não respeitar a sua família. Se comporte em seu lugar, como mestre instrutora. Não é falta de respeito, o comportamento. Estando na Terra, todos podem se libertar uns dos outros sem precisar traumatizar ou cravar uma injúria ou uma falsidade, que é o mesmo que matar fisicamente. E o nosso amigo estava devendo anteriormente.

- Vai e volta, e ninguém lhe ensina nada?

- E o sono cultural, filha? Lá é dito tudo o que o homem precisa saber. Inclusive vem num lar decente, com pais que ensinam a moral. Não há necessidade de erro. Todos têm uma oportunidade. Em cada canto tem alguém ensinando alguma coisa.

E entre lágrimas e tristezas o nosso personagem se despediu para o sono cultural. Sabe Deus quando voltará. Se tudo der certo, faz sua cobrança e volta.

Pensei comigo, o que é bom para um não é bom para o outro. E vendo aquele mundo de gente, pensei em um por um desses... e ele vendo o meu pensamento foi logo dizendo:

- Sim as coisas de Deus são assim! Na Terra, todos têm o seu encaminhamento e aqui muito mais. Veja ali na Ponta Negra! Olha o Vale Negro lá em baixo!

Lá tinha comícios de todo jeito. Gente eufórica maldizendo e vibrando em outros aqui na Terra. Um triste espetáculo. Aquele trabalho constante. Grupos enormes fazendo Abatás. Outros emitindo aqueles enormes sermões. Quando Humahan me despertou, dizendo que eu visse que aqueles não eram os mesmos de todos os dias. Que aqueles sermões ajudavam aquele povo.

Uma das coisas mais bonitas que eu vejo ultimamente são os Cavaleiros Caçadores da mesma Legião de São Lázaro. E acredite, meu filho, que estamos chegando no tempo dos Caçadores. Mas para chegar a esse tempo é preciso o Abatá dos Caçadores. É preciso que o Jaguar conheça bem seus sentimentos, suas vibrações e se desarme contra seus vizinhos, sabendo que o homem luz só está evoluído quando não se preocupa com o seu vizinho.

De repente nós estávamos em frente ao grande Yumatã. É um lugar no Canal Vermelho que, de quatro em quatro horas, muda a iluminação.

Ao longe via a torre dos grandes Oráculos destinados a esta obra. Obatalá, na força de Simiromba e Apará nos grandes poderes de Olorum. Fiquei encantada com aquele rosário de luzes que envolvia aquele mundo mágico

- Breve estará ali, filha, apesar de sua estrada ser outra.

Sim, meu caminho é singular. Passei por outra estrada, mas na bênção da consagração de Olorum e Obatalá.

Salve Deus!

Com carinho a mãe em Cristo Jesus,
11.09.84


1º CARTA À CORPORAÇÃO DE MESTRES ADJUNTOS.

Meu filho Jaguar Salve Deus!

No mundo missionário dos espíritos, há sempre uma luz que predomina, mas há sempre um missionário que refreia os seus dotes de bom cristão e vai penetrando ele mesmo, e, em vez de “puxar” a sua missão para fora, fica a se promover como aquele que tem as suas superstições e vive a acender velas atrás da porta... E, quando pára a sua nave, porque a sua história terminou, ele chega do outro lado e encontra um mundo dinâmico, fica a se envergonhar atrás de suas “roupinhas velhas trazidas da Terra”.

Sim, meu filho, a vida é igual às vidas.

Não temos muito o que fazer dentro da nossa individualidade, por isso, nos encontramos, todos os dias, com “ela”. Formamos os nossos sonhos e nos atiramos nos grandes painéis que formam o calendário da vida na Terra.

Sim, na Terra, porque a Terra só ouve os nossos lamentos quando abrimos os nossos PLEXOS. É por isso que eu os vejo tão grandes e acredito em vocês, meus filhos Jaguares, e nas coisas que vocês têm para oferecer, e porque os ensinei a transmitir o suficiente em suas jornadas.

Tenho que ensinar-lhes mais coisas e, muitas vezes, penso como o VELHO SERRANO: Velho Serrano tinha o seu castelo na subida da serra e emitia as coisas que lhe vinham e que ouvia do céu. Contam que, depois de ensinar com esmero um grupo de jovens e fazê-los missionários cristãos, explicava-lhes como “limpar” seus caminhos e como devia caminhar um missionário cristão... O fato é que, chegando o dia da partida daquele grupo, um dos missionários perguntou-lhe:

- Mestre, o que devemos fazer de melhor quando sairmos daqui? Os dons da Sabedoria, da Ciência, da Fé? O dom de curar enfermos, as operações maravilhosas nos castelos e palácios? Discernir um espírito... Qual a maior virtude?

- A maior virtude, - respondeu-lhes o Mestre - a maior virtude é a caridade sofredora, a benigna caridade, aquela CARIDADE que o Missionário faz sem leviandade, sem sublimação, até pelo contrário, às vezes, se “esquece até de Deus” para servir ao seu semelhante.

Essas são as pedras brilhantes que vão enriquecendo o nosso “pobre” tesouro, em nossa LEGIÃO: a CARIDADE SOFREDORA, filhos.

Terminadas suas explicações, Mestre Serrano, batendo nas costas de cada um, soluçando, despediu-se e todos fizeram o mesmo com seu Mestre, e foram cumprir com sua missão. Desceram prontos e com eles um só pensamento: O SENHOR É O MEU ROCHEDO, O MEU LUGAR FORTE, A MINHA FORTALEZA... EM QUEM CONFIO O MEU ESCUDO, A MINHA SALVAÇÃO. EM DEUS PAI TODO PODEROSO ENCONTRAREI O MEU REFÚGIO!

Enquanto andavam, um tagarelava:

- É, Mestre Serrano nos disse que quando adquiríssemos a prática, seria tempo de afiarmos nossas ferramentas. Estamos afiados porque não fazemos mais aquelas perguntas insignificantes, viu? Todo aquele acervo científico que adquirimos, toda Luz do nosso mestre, resultou em poucas palavras: a virtude está na caridade, no auxílio da caridade sofredora!

Riram! Nisso, começou uma polêmica científica, que se equiparava ao mestre. Viram o quanto eram maravilhosos os ensinamentos daquele mestre. Ficaram tão empolgados que quase não se aperceberam de uma mulher chorando, sentada na estrada, tendo uma ferida sangrando. Eles se apavoraram com aquele sangue e, de imediato, ergueram as mãos para o céu e pediram a Deus a força do prana, e a mulher ficou curada.

É, meu filho Jaguar, não devemos pesar os nossos dotes e não vamos dar explicações uns para os outros daquilo que fizemos ou adquirimos.

Salve Deus, meu filho Jaguar! Cada um procure saber o que adquiriu consigo mesmo.

Meu filho, esta é a nossa primeira aula e vou procurar deixar, em cada uma, uma passagem escrita.

Cuidado, filho! Lembro-me de uma vez que, ali nas imediações do I.A.P.I., curei uma mulher que, também, sangrava muito e, ao chegar em casa, eu falava para uma porção de motoristas sobre o que fizera, quando PAI JOÃO DE ENOQUE chegou ao meu ouvido e alertou:

- Fia, cuidado! Estás conversando muito... Próxima de você tem outra mulher com um problema semelhante e, talvez, você não possa curá-la... Essa não é a sua especialidade. Sua especialidade ainda é a Doutrina, e não lhe foi entregue, ainda, um mestre!...

Isso aconteceu em 1959.

Em Cristo Jesus, espero deixar em todos os nossos encontros uma carta.

Com carinho, a Mãe em Cristo Jesus,

Vale do Amanhecer, 31-07-84


O AROMA DAS MATAS


Será que tudo não passa de um sonho?

Este era o conflito que vivia em minha mente, a pergunta que pairava dentro de mim...

Sem que me desse conta de mim, continuavam à minha revelia as viagens, as visitas e os incansáveis ensinamentos.

Certo dia, estava cansada e também um pouco revoltada porque ou eu estava com os espíritos ou tinha alguém me perguntando por eles. Com este espírito de cansaço, saí do corpo, isto é, me desprendi do corpo, e me vi em uma terrível caverna.

Verifiquei que me encontrava em um grande nevoeiro. Senti meu corpo leve como uma pluma e os meus movimentos não respeitavam meus esforços. De repente, uma luz brilhou sobre a minha cabeça. Olhei em torno, e pude verificar que agora me encontrava só, em meio a uma grande floresta.

Era uma noite de Lua clara no céu. Vi fragmentos de prata viva sobre as copas das árvores, que brilhavam como diamantes.

Impossível descrever a sensação que me invadia!

Parecia que todos os meus desejos se achavam satisfeitos e que me encontrava inteiramente livre do meu corpo e do seu peso e, no entanto, eu era eu!

E, assim, fui penetrando naquele interior, quando um vento frio como uma brisa envolveu o meu corpo e foi me jogando de um lado para outro, dando a sensação de estar deitada. Levantei-me com uma roupa diferente, finíssima, que não era minha.

Logo veio a confusão! As árvores, as folhas que pareciam tremer no chão, no espaço... não sei. Só sei que tudo se modificou: já estava numa mesa, ouvia vozes, reconhecia algumas palavras, como esta - AROMA DAS MATAS, que não esqueci.

Sim, vim a saber, depois, que ali estava para receber o Aroma das Matas, que era uma consagração dos Caboclos. Era uma Iniciação!

Salve Deus!

Tia Neiva.

1959.


O QUE É ANGICAL

 Salve Deus!
 Meu filho Jaguar:

Porque se identificar tanto com o corpo material e falsamente querer distinguir um plano do outro? Meu filho vamos procurar a afirmação do extra-sensorial e para obtermos esta segurança, somente aqueles que se dizem nossos inimigos nos impulsionam à Verdade. Porque filhos, somente a dor nos redime, nos esclarece do bem e do mal. Então eis porque Deus nos confronta frente a frente com as nossas vítimas do passado, e delas ou por elas, inconscientemente sentimos na carne o que a fizemos sentir. Então vem a luz extraída da grande dor refletida. Sim meu filho, temos tudo na nossa vida na terra. Vivemos um rítimo acelerado na esperança de encontrar um porto feliz, para desembarcarmos em paz desta viagem. Porém nós temos por lei de divulgar nesta viagem, o que nos é de direito e o que prometemos do bem e do mal.

Todos desejam triunfar na vida e na morte. Enquanto uns reagem diante do fracasso, outros se deixam abater. Nossos triunfos são medidos pelas nossas tendências em perseguir na luta e na habilidade com que somos capazes, enquanto ao fracasso dizemos as nossas inconformações. Quanto ao fracasso, as nossas inconformações na luta franca, mental, podemos muito bem dominar as nossas paixões, os nossos desejos. No domínio de nossa inteligência, conseguimos alcançar o que queremos. Não nos expondo ao egoísmo, podemos controlar os nossos sentimentos, sofrendo menos, é claro. Sim filho, porque em tudo temos uma razão. Vamos neste instante lembrarmos de Jurema, a linda crioula que se dispôs à sua missão e se desfazendo de sua revolta, assumiu o comando em sua jornada.

Jurema era uma pequena escrava que Pai João de Enoque e Pai Jose Pedro de Enoque incluíram em sua missão e com ela, também: Janaina, Iracema, Jandaya, Janara, Iramar e Juremá, todos escravos de fazendas vizinhas, exceto Janaina que era uma sinhazinha.

Foi na era de 1700. As forças se deslocaram desta vez para o Brasil. Toda a Tribo reencarnou naquela era que nos parece distante e desta vez prevaleceu a Magia, porém, a Magia de Nosso Senhor Jesus Cristo. Então as forças se cruzaram e o espírito a caminho foi se desvirtuando, a ponto de provocar novas dívidas; outros se iluminaram e outros descambaram. Porém o Povo dirigido pelos Enoques chegou até aqui. Pensamos nos desajustes e evoluções destes espíritos “Elítrios”, acrisolados em seus próprios destinos de obsessão e neste campo de evolução, chegaram até aqui. Porém, o que mais nos identificou foi à vivência do Angical. Os reajustes se acentuaram naquele pequeno povoado, onde os velhos imperadores voltaram na roupagem de Pretos Velhos, pequenos fazendeiros, senhores de engenhos e demais, quem sabe Deus!

Hoje, no Templo do Amanhecer, os mais esclarecidos buscam os que ainda estão nas trevas ou no alcance de suas cobranças. Agem se esclarecem e voltam para Deus em busca de suas origens; são espíritos que já sofreram tanto, que às vezes evoluem com os primeiros esclarecimentos dos Doutrinadores e dos Aparas. Seção de Angical é uma bênção de Deus. É suficiente uma camisa xadrez, uma fita e sua identificação, ou uma saia de chita e uma blusa preta; esperar que os Mentores os tragam até aqui, desde que se faça a abertura às nove e meia da noite. Seu encerramento não tem hora determinada. Um Apara e um Doutrinador fazendo uma corrente magnética, tem a permissão de Deus de retirar um “Elítrio”, conforme o seu merecimento.

Porém, o fato é que há necessidade nos planos espirituais que estes espíritos voltem para Deus. Tudo, sem dúvida, na Lei de Auxílio, que é a única maneira de chegarmos a Deus.

Com carinho, a Mãe em Cristo, Tia Neiva.

Vale do Amanhecer, 05 de março de 1979.
 

GRANDE ORIENTE DE OXALÁ


1. Triângulo divino do Senhor! Neste instante e por todos os instantes de minha vida, respeito e respeitarei as leis do meu Pai que está no Céu!

2. Tudo me vem do Reino de Deus, que está dentro de mim. Preciso e abaterei as trevas! Nada resiste ao poder dinâmico.

3. Escuto a voz do silêncio e nenhuma escuridão é demasiada para a luz divina.

4. Sou abençoado pelo Senhor, que habita em mim. Pelo pensamento, neste instante, vou controlar minhas forças mentais e vitais!

5. Nenhum pensamento negativo poderá entrar em minha mente, sempre levada pela minha vista mental.

6. Iluminada Luz Cósmica! Meu ambiente é meu reflexo de minha mentalidade.

7. Recebo abundante energia do meu reservatório universal. Meu organismo executa perfeitamente suas funções.

8. Os meus olhos, os meus ouvidos, entrego neste instante. E pelo pensamento e somente em nome da caridade, pelo amor universal, sem prejuízo de qualquer perda espiritual, entrego-me às forças que separadamente governo.

9. Poder vital, divinal do meu Senhor que está nos Céus, conscientemente tenho o governo, os poderes destas rédeas, em todos os instantes da minha vida, o poder destas forças.

10. Sinto sempre as rédeas em minhas mãos! O Altíssimo tem o seu templo em meu íntimo!

11. Minha maior ambição é o futuro progresso do meu espírito. Nada resiste ao poder dinâmico do meu pensamento.

12. Preciso transportar-me para o benefício de meu irmão, e transportar-me-ei. Em breve serei libertado de todos os maus hábitos. Nada resiste ao poder dinâmico!

13. Dentro de poucos instantes, chegarei à MESA ORIENTAL e minha vista mental alcançará a Luz Cósmica. Sou senhor de minha atmosfera mental.

14. Vivo e ajo na absoluta fé que tenho no poder de fazer o que, em nome do Senhor, eu quiser. O amor e a chama branca da vida residem em mim! Salve Deus!

(9 de novembro de 1959 – data do meu ingresso na Alta Magia)

Salve Deus!

Tia Neiva.

Vale do Amanhecer, 09/11/59.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O MESTRE E SUA CONDUTA



            Uma frase de Tia Neiva resume a necessidade da conduta doutrinária: “O Mestre que não conhece as Leis do Amanhecer não se cura e tão pouco cura coisa alguma!” Quem não tem conduta doutrinária, não conhece as Leis de nossa Doutrina ou, conhecendo, nelas não acredita ou, acreditando, mesmo assim não tem forças para dominar-se, agindo de modo errado perante estas Leis. Aqueles que procuram todo tipo de justificativas para seus atos devem lembrar-se de outra frase de Tia Neiva: ‘Ao Iniciado de Nosso Senhor Jesus Cristo não é admissível dizer que cometeu desatinos levado por correntes negativas!’
É claro que a Espiritualidade nos compreende, entende nossas fraquezas, procura nos auxiliar na medida do possível. O mundo espiritual está acima da moral transitória e, muitas vezes, hipócrita da sociedade. A maior moral reside no ensinamento de Jesus: “Não faça aos outros aquilo  que você não quer que os outros lhe façam! ”. Se seguíssemos este ensinamento não nos envolveríamos em maledicências, ciúmes, invejas, ódios. Se seguíssemos este ensinamento não decepcionaríamos aqueles que acreditam em nós, não agiríamos de modo a denegrir a nossa Doutrina através de nossos atos. Assassino não é só aquele que tira a vida física, mas também aquele que mata as ilusões, as crenças e esperanças de outro ser humano.
            A verdadeira conduta doutrinária não é fácil, como não é fácil nada nesta vida. Buscar esta conduta é evoluir, é crescer espiritualmente de modo singelo, sem procurar ser santo, buscando sim, ser honesto consigo mesmo, lembrando sempre da frase de Tia Neiva: “O homem que tenta sublimar, por vaidade religiosa, o seu centro nervoso real se inflama e ele passa para um quadro psíquico, tornando-se uma arma perigosa, decepcionando os que acreditavam em seu estranho comportamento”.
            A boa vontade é uma arma valiosa neste aprendizado. A boa vontade em aprender, a boa vontade em reconhecer que nada somos e que cada um tem muito a ensinar aos outros e que só aprendendo poderemos chegar ao nosso objetivo final.


                                                                                                                                                                 ADJUNTO PARLO